Nem sempre é assim

Simplesmente o nada,
Na noite em que a chuva se faz garoa, meu pensamento esta em um outro lugar
e eu não sei onde é.
o vidro embaçado do carro é a tela em que o meu da Vinci interior desenha obscenidades com um objetivo único que eu não sei o que é.

A fumaça do cigarro a muito já esta tão presente que se confunde com o ar, e se torna o ar...
você está do meu lado, pura e quente.
Tocas o meu lábio e me tornas teu dependente, assim como o ébrio é da cachaça.

A Chuva insiste, persiste e nos assiste...

Os minutos se fazem horas, e nada de eu acordar daquele sonho...
O demônio me espera com a foice na esquina, e eu resolvo conversar com ele!

- Que queres?

A resposta não me chegou aos ouvidos, não poderia esperar mais que o silencio de um assassino. Mas a resposta não veio por palavras, e sim por castigo...
Assim como Jó, sofri as penúrias de uma provação, mas não me mantive fiel, cai na boemia e mais uma noite se foi em delírios que são quase cotidianos.
Mas que deveriam ser diários.

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