Com essa dor que segue, que persegue, deixando um rastro de amargura
Sem ternura, pois foi arrancada da alma que amava
Que atirava a sua própria felicidade nas mãos de outra pessoa
Sem enxergar, sem perceber, disposto a machucar
A ilusão, que só crescia e enganava
A dor no peito, que se escondia, que não se mostrava
Mas ali estava, sempre ali, esperando florescer
Ou apodrecer o coração cego, incrédulo
Transbordando confiança, carinho, no aninho da dor
Sem pudor enganou, amaldiçoou,dissimulou
Segue em direção do desamor, que calou
E perpetuou a lagrima amarga que escorre como ácido
Ávido, que se enche de rancor, pois enganado se tornou
Dependendo do amor que já lhe abandonou, no martírio da paixão
No delírio do afago que lhe foi dado, porém tirado
Aqui estou.
(Felipe Serino)
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